O Campeonato Sergipano de Futebol de 2012 inicia no final deste mês. O presidente da Federação Sergipana de Futebol – FSF, José Carivaldo de Souza está confiante no sucesso da competição. Para este ano, o gestor maior do futebol profissional no estado adiantou que todas as despesas com os jogos os clubes ficarão isentos. Os ingressos dos jogos serão fornecidos por uma gráfica, que se comprometeu na formação da parceria. O clube campeão da temporada vai participar do Brasileiro da Série D, Campeonato do Nordeste e Copa do Brasil de 2013. Já o vice-campeão participa somente do Campeonato do Nordeste. O presidente da Federação foi taxativo quanto à permanência do presidente da Comissão Estadual de Arbitragem, quando disse “o coronel fica”. Carivaldo de Souza responde a alguns questionamentos do Em Cima do Lance ou Blog do Adel Ribeiro.ECL – Como fica a distribuição de cotas anunciadas pela FSF, para o clube campeão de 2012? O senhor disse que pode chegar aos R$ 700 mil reais.
JCS – O campeão receberá pra você ter uma idéia, sem as rendas, ele terá R$ 400 mil da Copa do Nordeste. Mais R$ 100 mil na participação do Campeonato Brasileiro da Série D. Além de ter na faixa de R$ 200 mil, com tudo, na Copa do Brasil de 2012 (televisão, placas e outros). Isso sem as vendas dos ingressos. O vice-campeão terá garantido uma conta de R$ 400 mil, referente à sua participação no Nordestão. Se o segundo colocado conquistar a Copa Governo do Estado, ele vai ter mais R$ 200 mil, como participante da Copa do Brasil.
ECL – A FSF passou por situação inevitável na temporada do ano passado, principalmente com o repasse da cota do patrocinador do Sergipão, no caso o BANESE. Neste ano como ficou articulado o repasse pelo parceiro?
JCS – Você faz um convênio com o Banco do Estado, então nós só vamos receber essas cotas no mês de julho e não imediatamente. Estamos atrás, inclusive em conversa com Milton Dantas, se conseguimos algum empréstimo com antecedência para dá uma parte. Todos, quando começa o campeonato é explicado tudo isso, mas, num convenio não se pode determinar, existem datas para efetuar o pagamento. Não é melhor aguardar o prazo, porque tem muitas rendas que não dão nem para pagar a arbitragem. Nós já temos tudo certo, só que demora um pouco. Já pedir o coronel (Marcone Cabral) para marcar uma reunião e passar a informação. No ano passado dois ou três árbitros reclamaram, mas, receberam direitinho, sem faltar um centavo.
ECL – No arbitral realizado pela FSF, a maioria dos clubes decidiu colocar as partidas do Sub-18 um dia antes do profissional. A Federação voltou atrás. Foi isso presidente?
JCS – Exatamente. Inclusive com tempo técnico no decorrer da partida. É mais um atração para o torcedor. Aquele clube que quiser alterar, colocando o seu jogo, de mando de campo , antes, nós vamos conversar, agora as despesas ficam na responsabilidade do solicitante. Se estivéssemos mantido a proposta anterior as despesas seriam bem maior e no decorrer do campeonato poderiam acontecer partidas sem as suas realizações e ia criar um problema para o campeonato. Na Copa São Paulo os jogos iniciavam às 14 horas, horário de lá, e aqui eram 13 horas e não teve nada.
ECL – Presidente a alteração de uma partida do Sub-18 ficou facultativo?
JCS – Com antecedência de cinco dias, para dá tempo de providenciar a estrutura para o jogo.
ECL – Algumas manifestações estão acontecendo no tocante a Comissão Estadual de Arbitragem. A presidência da FSF pretende modificar o comando, nomeando outro presidente para o departamento de árbitros?
JCS – De hipótese alguma. Estou satisfeitíssimo com o trabalho do Coronel Marcone Cabral. Tem esse probleminha e nós já estamos com, ele, praticamente resolvido. Onde tem erros, tem acertos. É só conversar. Eu nem tomei conhecimento, somente depois. O Cel. Marcone é um homem aberto ao diálogo e faz um grande trabalho. È dele mesmo, não procura muito se comunicar. Já conversei com ele para explicar tudo direitinho a imprensa. Aproveitei e conversei com o presidente da Associação de Árbitro, meu amigo Ivaney, e pedir que acabasse com essa celeuma. O coronel está mantido no cargo.
ECL – Sorteios no quartel, teste teórico no CEFAP, criado quadro denominado de “elite”. Essa mistura de conduta militar com arbitragem não atrapalha?
JCS – Sorteio no quartel pra mim é novidade. Que eu saiba é feito aqui na Federação. Pode ter existido um ou outro, mas é feito aqui e vai continuar. Quanto o nome “elite” é um problema secundário que pode resolver, tranquilamente.
ECL – E quanto ao teste teórico acontecer no CEFAP?
JCS – A gente não tem um local. Pode ser lá. Poder ser na Universidade. Tem algum problema de se fazer lá? Eu acho que não. Ninguém force a barra, porque se força é pior. O trabalho dele é importantíssimo, só que sabe sou eu os problemas que ele acabou no departamento.
ECL – Quanto à tabela. Ela pode ser alterada no decorrer da competição?
JCS – Não depende só da gente. Antes nós pedimos que todas as festas do interior que informasse as datas com antecedência, só que alguns não fazem e quando confecciona a tabela lá vem. Se tiver condições nós vamos fazer e não tiver, vamos fazer o máximo. Agora, não podemos dizer não vamos fazer. Vamos fazer o possível para não mudar mais nenhum.
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